terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amélia que era mulher de verdade!...


Ataulfo Alves canta "Ai, que Saudades da Amélia"


O mineiro de Miraí, Ataulfo Alves de Sousa, era um dos sete filhos do Capitão Severino, violeiro, sanfoneiro e repentista da Zona da Mata. Nasceu em 1909. Com oito anos, já fazia versos, respondendo aos improvisos do pai. Com a morte deste, a família teve de se mudar para a cidade, onde aos dez anos começou a ajudar a mãe no sustento da casa: foi leiteiro, condutor de bois, carregador de malas na estação, menino de recados, marceneiro, engraxate e lavrador.
Aos 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro a partir do convite do médico Afrânio Moreira Resende. Durante o dia, trabalhava no consultório, entregando recados e receitas, e, à noite, fazia limpeza e outros serviços domésticos na casa do médico. Depois do trabalho voltava para casa no bairro de Rio Comprido, onde costumava frequentar rodas de samba. Já sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim, e organizou um conjunto que animava as festas do bairro.
Em 1941, Ataulfo fez sua primeira experiência como intérprete, gravando seus sambas 'Leva, meu samba...' e Alegria na casa de pobre (com Abel Neto).

Em 1942 a situação financeira difícil e a hesitação dos cantores em gravar sua ultima composição fizeram com que ele próprio lançasse, para o Carnaval do ano, "Ai, que Saudades da Amélia". Gravado com acompanhamento do grupo Academia do Samba e abertura de Jacó do Bandolim, o samba, feito a partir de três quadras apresentadas por Mário Lago para serem musicadas, resultou em grande sucesso popular.

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