domingo, 6 de dezembro de 2009

OUTRO EGITO...


Os segredos dos faraós

É possível explorar a mística do Egito longe da multidão de turistas.
Andres Vera

Um grupo de beduínos diante das Pirâmides de Gizé. O passeio exclusivo inclui refeição com uma família localAs portas do Museu Egípcio, no Cairo, abrem-se às 9 horas da manhã. Enquanto os visitantes comuns esperam diante de uma imponente fachada neoclássica, um grupo de privilegiados aproveita o interior sem pressa – e com informações aprofundadas. Alguns são historiadores. Outros, turistas que se cansaram dos roteiros tradicionais, apinhados de gente. Eles sabem que a mística do Egito não está no turismo de massa.

Encarar uma múmia com mais de 3 mil anos é uma experiência única. E melhor ainda se você não estiver sendo perturbado por uma horda barulhenta. A agência Abercrombie & Kent oferece essa possibilidade: acesso exclusivo a algumas das maiores relíquias do Egito, caso da tumba intacta do faraó Tutancâmon, que reinou de 1333 a 1323 a.C.

Seja qual for o roteiro, o ponto de partida é o mesmo: as Pirâmides de Gizé, a Esfinge e o Templo de Ramsés II. Óbvio demais? O passeio continua com uma visita exclusiva à tumba da rainha Nefertari, a maior do Vale das Rainhas. O público geral normalmente não tem acesso ao local. As paredes dessa tumba têm hieroglifos com instruções para alcançar a vida após a morte. Para aprender mais sobre a fascinante religião do Egito Antigo, o turista também viaja para Abydos, antigo centro de uma cidade dedicada a Osiris, o deus egípcio da morte. Sinagogas históricas e antigas criptas do tempo dos romanos também fazem parte do roteiro, sempre com um egiptólogo à disposição. A imersão no mundo egípcio fica completa com um passeio pelo Rio Nilo numa felucca, antiga embarcação a vela, e um jantar na casa de uma família local. É outro Egito.

AO ENCONTRO DE DEUS...


"CAPITAL DA FÉ"

Católicos, judeus e muçulmanos se cruzam nos caminhos onde a religião dá sentido à vida.

Anna Carolina Lementy

A Fortaleza de Davi, com sua torre ao fundo, em Jerusalém. Hoje capital de Israel, a cidade foi disputada por fiéis das três religiões monoteístasQuando decidiu fazer sua primeira peregrinação, o geólogo mineiro Daniel Martins de Oliveira, de 27 anos, queria ter uma experiência marcante na Terra Santa. Mais do que conhecer os lugares e os símbolos que tornaram a região sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, esse adepto do espiritismo fora atraído pela possibilidade de conhecimento que teria em duas semanas na companhia do filósofo francês Jean-Yves Leloup. Ao fim do percurso, Oliveira sentiu que tinha se transformado. “Minha espiritualidade ficou mais inteligente, percebo com mais clareza o que nos une”, afirma.
Embora Oliveira buscasse conhecer a cultura de outros povos, ele diz ter descoberto a importância de cuidar de quem estava ali, a seu lado. O caráter diferente da viagem, sem um roteiro com horários apertados, visitas expressas e flashes fotográficos em excesso, também contribuiu. “Não éramos turistas que apenas tomavam posse dos lugares, estávamos vivenciando uma relação com o sagrado.”

O rabino carioca Nilton Bonder, de 53 anos, também diz ter passado por transformações pessoais ao visitar a Terra Santa. Em 2006, ele foi convidado pelo Departamento de Mediação de Conflitos da Universidade Harvard para trilhar o Caminho de Abraão, trajeto que busca refazer, no Oriente Médio, os passos do patriarca das três religiões monoteístas. Bonder era o único rabino do grupo, formado por representantes de diversos credos. “Em regiões tensas como as que visitei, a paisagem humana e a hospitalidade têm muito impacto”, afirma. Foi naquela travessia que nasceu a ideia de escrever o livro Tirando os sapatos. “Em sentido amplo, tirar os sapatos significa abandonar padrões e pisar em um chão sagrado que pode nos renovar”, diz Bonder.

Além da paisagem humana a que o rabino Bonder se refere e de uma história que parece despertar os homens para a religião, quem visita a Terra Santa tem a chance de contemplar vistas impressionantes como a do Monte das Oliveiras, desvendar os mistérios da Cidade Antiga de Jerusalém, sentir-se pequeno diante do Muro das Lamentações e, para relaxar, boiar nas águas do Mar Morto.

O advogado e gerente de vendas Lotar Gross, de 61 anos, acalentava fazia muito tempo o sonho de conhecer a Terra Santa, até que sua paróquia finalmente organizou um grupo de viagem. No mês passado, ele embarcou ao lado de outros 33 católicos. Dos pontos religiosos que visitou, como a Igreja do Santo Sepulcro e o percurso da Via Dolorosa, Gross guarda na memória a emoção encontrada em um restaurante muito simples que funciona em uma choupana de Magdala, às margens do Mar da Galileia. “Experimentei o mesmo peixe citado na Bíblia. É como se eu estivesse vivendo naquela época”, diz.

AO AR LIVRE!...


Na Itália, o turista aprende a usar tintas e pincéis para fazer arte.

Anna Carolina Lementy

Alunos da Professora Tjasa Iris com suas telas e tintas na Toscana.
A Itália, berço de gênios como Da Vinci, Michelangelo e Rafael, é hoje o cenário de uma nova modalidade de turismo, voltada para quem quer aprimorar o próprio talento para a pintura. São cursos rápidos, de uma a duas semanas. Há vários destinos a escolher. A artista plástica Sima Woiler, de 70 anos, recebe turmas de brasileiros em Veneza, num ateliê que teria sido usado por Tintoretto, mestre do século XVI. “É emocionante ensinar arte nessa cidade cheia de beleza”, diz Sima.

Além das aulas de aquarela, os alunos aprendem a fazer papel. Uma das primeiras alunas de Sima foi a psicóloga Ivete Halpern, de 57 anos. Ela descobriu na belíssima arquitetura de Veneza uma fonte de motivação para suas telas. “Ao ver um quadro, imagino a entrega do pintor para concebê-lo”, afirma.

Para quem prefere ter aulas em contato com a natureza, há um roteiro pelas fazendas da Toscana. Ali, a americana Maddine Insalaco dá aulas junto com seu marido, Joe Vinson. Em 1995, ela fundou a Etruscan Places, escola que recebe turistas para aprender pintura a óleo. O pacote inclui acomodação para sete noites, café da manhã, almoço, jantar, aulas, materiais, equipamentos e transporte local. A hospedagem é simples, sem grandes luxos. As refeições são preparadas por camponeses e levam ingredientes locais – o vinho toscano está incluso no pacote. “A Itália atrai tanta gente interessada em arte porque há arte em cada esquina”, diz a eslovena Tjasa Iris. “Entrei numa igreja onde havia afrescos de Giotto e estátuas de Michelangelo. A vibração me deixou estupefata.” Tjasa oferece cursos para turistas na Toscana, na região francesa da Provença e na própria Eslovênia.

O PRAZER DE IR AO TOPO!...


Escalar uma montanha de gelo exige disposição, mas a vista compensa!...
Aline Moraes

O ESFORÇO E A RECOMPENSA.
Sorridente, Roosevelt Colini enfrenta o paredão vertical antes de chegar ao cume do Pequeño Alpamayo. Ele superou seus limites. A temperatura de 15 graus célsius negativos é só o primeiro choque. Mais de 4.000 metros acima do nível do mar, respirar se torna um sacrifício. O esforço para subir verticalmente pelo paredão de gelo é colossal. Mas nenhum desses suplícios pode ser comparado à emoção de vencer cada obstáculo até chegar ao pico de uma montanha coberta de neve e gelo. Com preparo físico e treinamento adequado, escalar uma montanha na Cordilheira dos Andes não é uma gelada. Foi o que descobriu o empresário paulistano Roosevelt Colini Luz, de 42 anos. Fascinado por montanhas, ele adiou por 20 anos o projeto de escalar uma delas. Em julho deste ano, ele finalmente viajou para a Cordilheira Real, na Bolívia, em busca da grande aventura de sua vida.

O desafio de Colini, e o dos outros nove aventureiros que viajaram com ele, foi atingir os cumes Tarija e Pequeño Alpamayo, a 5.200 e 5.400 metros de altitude. Do topo é possível ver desde o Lago Titicaca até a Amazônia boliviana.

A maior parte do roteiro é destinada ao treinamento. Os viajantes passam ao menos dois dias em La Paz para se adaptar à altitude. Dores de cabeça, náuseas e cansaço são alguns dos sintomas do ar rarefeito. A dica é aproveitar para conhecer alguns pontos turísticos da Bolívia, como as ruínas de Twanako e o Lago Titicaca.Depois de cinco dias de exercícios e aulas teóricas, os viajantes acordam às 3 da manhã para o “batismo”: 14 horas seguidas de escalada, enfrentando vento gelado no rosto e escassez de oxigênio. Apesar de ser um curso para iniciantes, é preciso fazer um check-up antes e apresentar atestado médico. A experiência é fascinante. Colini quer agora subir o Aconcágua, o mais alto das Américas.

ESPECIAL TURISMO - VIAGENS COM CAUSA.


ZANZIBAR - As águas cristalinas da ilha no leste da África atraem turistas que também trabalham como voluntários.

Edição: Celso Masson:

Férias que conciliam lazer com aprendizado, voluntariado ou espiritualidade podem se tornar uma experiência transformadora.


A paisagem mostrada nesta página resume boa parte dos desejos de quem planeja sair em férias: uma canoa deslizando sobre águas transparentes, a promessa de sossego num paraíso tropical, nenhum compromisso a não ser o de aproveitar cada momento de lazer.
Ainda que em cenários menos idílicos, férias costumavam ser sinônimo de descanso. Não é preciso ser assim.
Muita gente tem aproveitado os dias em que é possível ficar longe do trabalho para empreender “viagens de conhecimento”.
Nas páginas a seguir reunimos 12 ideias para combinar viagens de férias com cursos, peregrinações de caráter espiritual e até experiências impossíveis de incluir no dia a dia, como pilotar três carros superesportivos numa só tarde.
Mais que isso: o roteiro mostra que dá para incluir nas férias trabalho voluntário. E depois, claro, relaxar.

AMOSTRA DE ARTE EM CUIABÁ/MT!


2ª Mostra de Música fomenta intercâmbio musical em Cuiabá.
Da Redação - SG
De terça-feira (8) até sábado (11) Cuiabá se transformará na capital nacional da música. É a 2ª Mostra de Música do Sesc Mato Grosso, criada para valorizar e capacitar os compositores locais e de quebra fomentar a cena músical regional,estimulando o surgimento de novos artistas e públicos.

Uma série de oficinas e concertos serão realizados gratuitamente proporcionando assim cooperação técnica e intercâmbio cultural entre músicos locais e nacionais. Os mini-cursos são gratuitos, ocorrem de terça a sexta, e as inscrições devem ser feitas antecipadamente no Sesc Arsenal.

Integram o line-up das oficinas os contra-baixistas Ebinho Cardoso (MT), Celso Pixinga (SP), o baterista Di Stéfano (RN), o guitarrista Jubileu Filho (RN), o pianista David Feldman (RJ) e o arranjador Ademir Júnior (DF).

No sábado (12), o Jardim do Sesc transforma-se em um quintal musical. A partir das 20h ocorrem os concertos locais. Dez composições foram selecionadas para demonstrar o potencial da música mato-grossense.

Entre os eleitos união de gêneros e gerações. Serão exibidas as músicas Justificação, de Paulo Monarco e Zeca Barreto; Serafim, de Joelson da C. Leite e Estela Ceregatti; Samba de Pequizá, de Lú Bonfim; Ellen, de Manoel Isidoro; Breve Lembrança, de Joelson da C. Leite; Marciano, de Cris Chaves; Aventureiro, de Luth Peixoto; Todo dia, de Karuro Raes; Swing do Samba, de Júlio Coutinho e Assis e Cheiro de Mato, de Vera Capilé. As apresentações também são gratuitas.

Oficinas

08 a 11

Oficina de Piano, com David Feldman (RJ)


Oficina de Guitarra, com Jubileu Filho (RN)


Oficina de Bateria, com Di Stéffano (RN)


Oficina de Contrabaixo, com Celso Pixinga (SP)


Oficina de Improvisação, com Ademir Júnior (DF)



Defensoria Pública apóia Judiciário na realização de 3 mil audiências na Semana da Conciliação

14/09/2009


A Defensoria Pública de Mato Grosso está mobilizada para auxiliar na realização das 3.250 audiências previstas durante a Semana da Conciliação no Estado, que tem como slogan: “A solução do conflito está em suas mãos. Participe!”


A campanha teve início na manhã desta segunda-feira (14) e pretende solucionar os processos que ingressaram na Justiça antes do dia 31 de dezembro de 2005 por meio de um acordo amigável entre as partes.

Na abertura oficial do evento realizada no salão principal do Fórum Desembargador José Vidal, de Cuiabá, entre as autoridades presentes esteve o Defensor Público-Geral, Djalma Sabo Mendes Júnior, e as Defensoras Públicas Danielle Cristina Preza Daltro Dorilêo e Sebastiana Teresa Gaíva Corrêa, que representaram a Defensoria Pública de Mato Grosso.

Em Cuiabá, as audiências de conciliação serão realizadas até a próxima sexta-feira (18/12) no prédio do Fórum e nos Juizados Especiais, que estão localizados no Edifício Maruanã, na avenida do CPA.

A presidente da comissão estadual do movimento permanente pela conciliação em Mato Grosso, Desembargadora Clarice Claudino da Silva, destacou que o objetivo maior da mobilização é a difusão da cultura da conciliação, da promoção de uma nova forma de resolução de conflitos, com estímulo ao diálogo e à compreensão entre as partes.

Conciliação

O papel do conciliador é ser justamente um facilitador, cuja função é mediar as partes no processo para chegarem à resolução do conflito de forma harmoniosa, sendo que o acordo é homologado em seguida pelo magistrado responsável pela vara ou juizado. A conciliação é uma maneira de dar celeridade e efetividade às ações judiciais.

É nessa perspectiva que a Defensoria Pública está inserida. Para a Defensora Pública Danielle Dorilêo, a instituição preza por esse tipo de campanha. “A Defensoria estimula a conciliação entre as partes porque é mais ágil. Isso é muito usado no Balcão da Cidadania, onde a população conta com vários serviços onde a celeridade nos processos é bem praticada”, aponta.

Além do movimento iniciado hoje, já está prevista uma segunda etapa, entre os dias 7 e 11 de dezembro. Nesta nova edição, serão abrangidos todos os processos em andamento sujeitos à transação, independentemente do ano do seu ajuizamento.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A DEFENSORIA PÚBLICA DE MATO GROSSO CONVIDA:


Defensoria Pública de Mato Grosso realiza I Seminário de Regularização Fundiária em Mato Grosso

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso promove nos dias 9 e 10 de dezembro de 2009 o I Seminário de Regularização Fundiária. O objetivo é difundir no âmbito da Instituição a importância da atuação nessas questões.

O evento conta com exposição de eminentes palestrantes especializados no assunto. A primeira palestra ficará a cargo do ex-Defensor Público e hoje Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Marco Aurélio Bezerra de Melo, que irá falar sobre o tema “Regularização Fundiária: Direito a Moradia e a Legitimação de Posse dos Imóveis Urbanos”. Na sequência, a Defensora Pública e coordenadora do Núcleo de Terras e Habitação do Estado do Rio de Janeiro, Maria Lucia de Pontes, fala sobre a “Regularização Fundiária como Efetivação da Segurança Jurídica da Posse”.
No Período da tarde o Secretário Municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, irá mostrar ao público presente os resultados alcançados no projeto piloto realizado no bairro Três Barras na capital do estado em parceria com a Defensoria Pública. A proposta a ser discutida é a “Participação do Município na Regularização Fundiária”.

O segundo dia (10/12) será marcado pela experiência dos Defensores Públicos responsáveis por coordenar o Núcleo de Regularização Fundiária do Estado de Mato Grosso. A programação será aberta com a palestra do Defensor Público Air Praeiro Alves que irá discorrer sobre os “Instrumentos Legais Para Legitimação da Posse”. Na sequência o Defensor Público Rogério de Borges Freitas explica “O Papel da Defensoria Pública no Processo de Legitimação da Posse”. O período da tarde foi reservado para que os defensores se reúnam em grupos de trabalho.

Para o Defensor Público-Geral do Estado, Djalma Sabo Mendes Junior, é preciso especializar cada vez mais os membros da Instituição nessa matéria que é tão importante para a população. “A dinâmica da atuação da defensoria pública requer especialistas para atender com excelência aos hipossuficientes, ainda mais quando se trata de um tema de alta complexidade e de tamanha relevância como a questão da regularização fundiária”, destacou.

Serviço
Data - 09 e 10 de dezembro
Horário – 8horas
Local – Auditório da Sede da Procuradoria Geral de Justiça – situada na rua 4, s/n Centro Político Administrativo – Sede do Ministério Público Estadual
Informações - Assessoria de Imprensa – (65) 3613 3453 - 8424-6416 - 8444-7147


Veículo: Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso
Estado: MT